Um problema mundial encontrado em qualquer escola, pública ou particular, o bullying ainda é um fantasma presente na vida de muitas crianças e adolescentes. Indivíduos despreparados para resolver seus conflitos, por vezes com famílias desestruturadas com pouco relacionamento afetivo, adotam um comportamento agressivo e antissocial, podendo manifestar atitudes delinquentes e até criminosas.

O termo bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por uma pessoa contra outra, causando dor e angústia. Colocar apelidos, ofender, humilhar, discriminar, perseguir, bater, entre outras crueldades são atitudes que caracterizam o bullying.

Alguns alunos que convivem ou presenciam a violência muitas vezes se calam porque têm medo de se tornarem as “próximas vítimas”. Apesar de não sofrerem as agressões diretamente os alunos podem se sentir incomodados com o que veem e inseguros sobre o que fazer. É uma agressão ao direito de aprender em um ambiente seguro, solidário, sem temores, o que vai influenciar negativamente o rendimento escolar e o comportamento social desses jovens.

As pessoas que sofrem bullying podem não superar os traumas sofridos na escola, e levar consequências para a vida adulta, tornando-se pessoas com baixa autoestima, com problemas de relacionamentos etc.

Adotar medidas para o controle, envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirá positivamente para a formação de um ambiente saudável de amizade e de aceitação do outro.

Para o aluno:

Troque ideias com o seu professor e os colegas apontando soluções para evitar comportamentos agressivos dentro da escola, para que todos possam usufruir dos direitos assegurados pela Lei.

Para o professor: Dica de leitura

Livro: Bullying: mentes perigosas nas escolas

Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva

Sinopse: Em Bullying: mentes perigosas nas escolas, a Dra. Ana Beatriz faz uma análise profunda sobre um dos tipos de violência cada vez mais noticiado, que precisa com urgência ser combatido. Além de os bullies – os agressores – escolherem um aluno-alvo que se encontra em franca desigualdade de poder, geralmente este também já apresenta uma baixa autoestima. A prática de bullying agrava o problema preexistente, assim como pode abrir quadros graves de transtornos psíquicos e/ou comportamentais que, muitas vezes, trazem prejuízos irreversíveis.

A autora e psiquiatra alerta “No exercício diário da minha profissão, e após uma criteriosa investigação do histórico de vida dos pacientes, observo que não somente crianças e adolescentes sofrem com essa prática indecorosa, como também muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática”.