Semáforos, faixas de pedestres, ciclovias, placas de trânsito. A sinalização encontrada nas ruas pelas quais transitamos juntamente às leis, determinadas pelo Código de Trânsito existem para orientar, disciplinar, coibir ou até diminuir eventuais conflitos entre pessoas neste sistema chamado: trânsito. Mas todos nós sabemos que mesmo com a existência dessas normas, ainda assim, existem comportamentos imprudentes por parte dos usuários deste sistema, o que acarreta em penalidades leves ou graves para estes.

Para tentar reverter essa realidade, especialistas do trânsito como engenheiros de tráfego e urbanistas têm adotado a implantação do chamado “espaço compartilhado” em alguns centros urbanos. Trata-se da substituição da tradicional sinalização do trânsito como conhecemos hoje, faixas, linhas, sinais e símbolos, pela orientação, compreensão e compartilhamento do espaço pelas pessoas. É uma abordagem que visa mudar a forma como operam as ruas, reduzindo o domínio dos veículos motorizados, assim como a velocidade com que transitam. Isso permite a circulação segura de pedestres e ciclistas, que podem se movimentar com mais tranquilidade nesses locais, além de favorecer atitudes de consideração ao próximo. Um novo conceito de trânsito em que pessoas e veículos convivem em harmonia.

Criado na Europa em 2004, pelo holandês Hans Monderman o conceito “espaço compartilhado” tem como regra principal o respeito ao próximo. Segundo o especialista o sentido é colocar todos no mesmo “patamar” para que criem o hábito de compartilhar o espaço público, sem achar que o carro é mais importante que a bicicleta ou o pedestre, e vice-versa.

O sistema já foi adotado pela cidade de Drachten, na Holanda. Uma quadra na cidade onde circulavam diariamente 20 mil veículos teve a calçada substituída por uma pavimentação de pequenos tijolos e perdeu todos os sinais de trânsito. Como resultado, o número de acidentes no local caiu de 36 para dois nos anos seguintes à implantação. Para os organizadores do projeto, o mérito do sistema está na “comunicação pelo olhar”. “Quanto mais organizado o comportamento do tráfego, mais sujeito a infrações. As pessoas têm que se organizar sozinhas, sem as autoridades”, defendeu Monderman. Assim, segundo os organizadores do projeto, quando os motoristas param de consultar a toda hora a sinalização e se concentram no ato de dirigir, monitorando com seu olhar o que acontece em sua volta, acabam tornando mais seguro o ambiente por onde circulam.  (Fonte: Portal EcoD)

Campanha incentiva o uso de transporte público na Índia

Já uma campanha criada pela Ogilvy & Mather aposta no uso do transporte público como solução para problemas recorrentes no trânsito. “Um ônibus significa 40 carros a menos lutando por um espaço no estacionamento”. “Um ônibus significa menos 40 bicicletas presas em um engarrafamento”, são alguns dos slogans da campanha.

O apelo parte do fato de que um ônibus equivale a 40 carros ou a 40 motos a menos nas ruas, o que significa menos tráfego e congestionamentos e ainda, menos poluição ao meio ambiente.

 

E você, qual sistema de transporte você acredita que seria melhor para deixar a sua cidade mais humana?