Um dos maiores problemas urbanos atuais é o trânsito. Além de, através da fumaça dos carros, poluir a atmosfera e contribuir para o aumento da temperatura (efeito estufa), pode levar as pessoas a cometerem as ações mais agressivas e impensadas. Tendo a violência como agravante no quesito de segurança, e a irritabilidade no quesito da saúde, o melhor é procurar manter a calma.

No dia-a-dia do trânsito encontramos todos os tipos de pessoas. Tem o perfil “não estou nem aí para você”, aquele cara que para em cima da faixa; raspa o retrovisor do carro ao lado e foge; joga a lata de refrigerante e o pacote de salgadinho pela janela, e ao ver alguém olhar para ele com cara de indignado, acha a repreensão exagero ou ainda solta uma risada. Tem também o tipo “tranqüilo”, aquele cara que anda a 30km por hora, atrapalhando o fluxo do trânsito ou ainda o “já volto”, aquele cara que estaciona na vaga preferencial, mesmo não podendo, e ao receber uma multa tenta se justificar dizendo que “era jogo rápido, já voltava”.

O estresse é o modo como o nosso corpo reage a qualquer mudança na rotina, seja ela boa, ruim, real ou até mesmo imaginária. Com as inúmeras imprudências que observamos todos os dias no trânsito, e até mesmo as que cometemos, mesmo por um momento de descuido, fica cada vez mais difícil manter a civilidade social no trânsito. Reconhecer que estamos lidando com seres humanos e que estamos em lugares públicos, no qual todos possuem necessidades, direitos e deveres, é o primeiro passo para um avanço educacional e social no trânsito.

Segundo o Ministério da Saúde, adultos, jovens e crianças podem ser co-gestores em projetos e programas que visam superar os problemas atuais, inclusive os do trânsito. Reconhecer a capacidade deles de pensar e atuar implica também, na capacidade dos gestores em poder escutar indivíduos que trazem uma visão crítica e transformadora das dificuldades enfrentadas em sua realidade. A educação no trânsito deve começar em casa, no exemplo dos pais, passados em pequenas atitudes. É uma questão de conscientização, se você tem ótimo, se não tem, pode vir a ter, basta querer.