Quem nunca: Sonhou em ter uma casa na árvore; pensou em cavar um buraco, achando que ia chegar do outro lado do mundo; desenhou a caneta um relógio no pulso; dividiu a bolacha ao meio para comer só o recheio; quis ser adulto antes do tempo; não sabe o que é ser criança!

No dia 12 de outubro é comemorado o dia das crianças e também o Dia Nacional da Leitura! Para isso, selecionamos algumas indicações de livros da literatura infantil e infanto-juvenil!

Veja abaixo as indicações e boa leitura!

A Maior Flor do Mundo, de José Saramago (José Saramago)

O livro A maior flor do mundo é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago. Transformando-se em personagem, o autor nos conta que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo. Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária: “seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas…”.

É dessa fantasia de grandiosidade que nasce o livro. Os leitores são chamados para uma divertida brincadeira, pois Saramago narra-lhes a história do menino e da flor não como se ela fosse a história de verdade, mas como se fosse apenas o esboço do que ele teria contado se tivesse o poder de fazer o impossível: escrever a melhor história de todos os tempos.

Entrando no jogo com o autor, os pequenos leitores vão saber que ninguém nunca teve nem terá esse poder. Vão saber também que a literatura é o lugar do impossível: o menino desta história faz uma simples flor dar sombra como se fosse um carvalho. Depois, quando ele “passava pelas ruas, as pessoas diziam que ele saíra da aldeia para ir fazer uma coisa que era muito maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos”. Como nos velhos livros de literatura infantil, Saramago conclui: “E é essa a moral da história”.

Os regadores de livros (Juliana Dalla)

Maitê recebe um presente inusitado – não era uma bola, nem um quebra-cabeças: era um livro. Mas, como é que se brinca com um livro? De maneira lúdica e acessível aos leitores iniciantes, Juliana Dalla e Valéria Paes oferecem-nos uma bela metáfora sobre as possibilidades que a leitura abre no universo da criatividade. Para os professores, Os regadores de livros pode servir de importante instrumento para estimular, em sala de aula, o debate sobre a relação entre livro e leitor. Nele, a literatura é apresentada como uma fonte de surpreendentes revelações compartilhadas entre a menina Maitê, seus amigos e os autores. A obra serve também de interessante iniciação dos pequenos ao exercício da metáfora, da criatividade e do pensamento abstrato em sala de aula. É um elogio ao livro e à literatura.

Onde Vivem os Monstros (Maurice Sendak)

Escrito em 1963, Onde Vivem os Monstros revolucionou a literatura infantil, abrindo caminho para o que hoje conhecemos por livro ilustrado. A história é a do menino Max. Vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, por dias, semanas, meses, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros…

Esta Casa é Minha! (Ana Maria Machado)

Paula e Beto são crianças de apartamento que um dia passam a desfrutar de uma casa de praia com quintal. Só que os adultos logo “urbanizam” o lugar: limpam o mato, cimentam o chão para a churrasqueira, botam luz no jardim e no quintal. Com isso, afugentam o que há de melhor: a natureza, com toda a sua exuberância.

Chapeuzinho Amarelo (Chico Buarque)

Chapeuzinho é uma bela menina que sofre de um mal terrível – sente medo do medo. Enfrentando o desconhecido, ‘o lobo’, ela supera medos, inseguranças e descobre a alegria de viver. Com sensibilidade, Chico Buarque, compositor e escritor, constrói um texto em que a linguagem é um grande jogo.